Sunday, September 30, 2012

Deixa a poesia correr solta como quem dá a vida a tela...
Branco só branco fica de um estático eterno... 
As cores são mais sinceras... São menos eternas e mais singelas...
Deixa a tinta correr solta no papel como quem dá a vida a peça...
Linhas e só linhas são de uma monotonia eterna...
As palavras são mais sinceras... São menos eternas e mais singelas...
Tocava o piano... as notas do por trás dos panos...
Mudando de plano encontrava todos os mares da universalidade...
Deixa a poesia correr solta...
As notas com vida são mais sinceras... 
Tocando o piano... a harmonia do por trás dos panos...
Se encontrava... Numa mesma estrada!

Thursday, June 21, 2012

Pedro Poeta e Duda Fortuna - Em Construção - Quarto de Samba!

Wednesday, March 28, 2012

Tenho a poesia cravada no poro... Não é pela reza nem pela vaidade que choro... É pela mão de quem não é sensível ao toque... Meu Retorno Obsessivo Compulsivo a tudo que não é improviso... Com a força da mente eu deslizo antes do gelo viraruma cachoeira de falsas gentilezas... Eu tenho certeza que morro acima tem mais paixão... Mais brilho nos olhos se contrapondo a solidão... Teremos a síndrome de União... Medalhas para o vício de se espalhar o que é bom... Eu não decido... Apenas somo a alma com a sombra do que se apoia no chão... Não perco de vista... A diferença entre o que sinto... E o que vejo... Quando encaro uma pequena fração... de tudo...







Thursday, March 15, 2012

Que seja a vida, inevitavelmente, a soma das nossas melhores forças... 
A multiplicação das nossas melhores lembranças...
E a unidade dos nossos melhores sentimentos...
O resto... sem amor... é perda de tempo...
Que esteja a vida muito além dos nossos humanos pensamentos...
Me permito, quando posso, o sabor de ser pequeno... 




Saturday, March 10, 2012


Poesia para romper o silêncio...
Quando algum olhar permitiu que o tempo parasse... Ainda existia a brisa de onde renasceria a alma humana...
De uma pequena parte do universo que proclama... A vida enquanto arte chama a responsabilidade de se tornar sensível ao toque...
Tudo pode... Tudo foge... Tudo é enorme quando se corre pro norte...
Tava lançada na mão do poeta... A sorte... Cada pequeno pedaço que havia no pote...
Laço, fita, espelho e a máscara de algo forte... Tudo pode... Tudo foge...
Meu sol nasce no centro e dorme junto com a lua... Nem os astros dividem a rua... Nem as fantasias anulam uma alma nua...Verdade geralmente é crua...
Sangue azul, vermelho, transparente... sangue e suor de gente...
Refazendo as ruas, o centro, o sol a lua... Refazendo a gente... Tudo sente... Tudo Pode... Tudo foge...
Tava lançado na mão do poeta... O coração... A vidência... A harmonia... A sorte...
Toda lucidez que se encontra num corte... Entre o Ego e a direção do norte...
Tem mais amor do que o determinismo pode...
Poesia para romper o silêncio...
Quando ninguém permitiu que o tempo parasse... Ainda existia a brisa onde despertou a alma humana...
Tudo pode...
Tudo foge...


Wednesday, March 07, 2012

Andava a minha noção da realidade completamente exposta... Não existe improviso sem uma contra prova... Do minimo macro ao micro infinito... Conflitos internos explodem até estrelas... De todas as grandezas... Explodem realezas e famílias inteiras... Que dancem a Valsa da Compreensão... Milhão após milhão... Que não se perca a Valsa da Compreensão... Nosso par se encontra de par em par... Não uso mira e sim o olhar... Não uso o imperativo... Uso o amar... 
Andava minha noção da realidade completamente exposta...
Não existe um vício sem uma contra prova... 
Conflitos externos explodem até estrelas... 
De todas as fraquezas... 
Não uso a ira e sim o amar... 
Não uso a mira e sim o olhar... 
Do micro ao macro infinito... 
Que não se perca... 
A Valsa da Compreensão... 



Tuesday, February 28, 2012

No fim... a própria existência é quem ri de nós...

Se eu canto no meu canto e não tenho alma...
Se eu finjo que sou ator e não mantenho a calma...
Se eu deixo o sorriso aberto enquanto o coração chora...

O universo nem percebe se teu intelecto implora...
Avança em unidade devastando o pequeno ego que sonhava outrora...
Agora...
A luz invade o espírito rachando o DNA em milhares de cordas...

Amantes por isso somos legítimos...
Antes de todo pequeno instante...
Explosões de cores... Partículas... E ritmos...
Amantes por isso nos mantemos vivos...
Depois de qualquer instante...
"Eternas"... Partículas... Sem ritmo...

A luz invade o ritmo rachando a harmonia em milhares de notas...




Monday, February 27, 2012

Tenho uma poesia cravada na "parede da memória"...
Uma lembrança simplória do amanhã fantasiado de agora...
O Deus que tudo implora... Chamava-se Ego... Em meio a história...

Nos perdoaram a beleza da mais pura trajetória... Amor não bate a porta... Permeia a vida ao longo da flora... 
Quem me dera a criança fosse a chave do pensamento... Se pensamento fosse... alguma chave criança a dentro...
Sentimento se atualiza varrendo o que desequilibra...
Nasci no circo... Fui ator... Subi no palco... Cai na pista...
Ainda espero a sinceridade no olhar... e sinceramente não entendo sinceridade que não seja amar... Piegas é querer determinar... E o que eu tento esboçar é o sentir... O sorrir... Se libertar...

Tenho uma poesia cravada na parede das suas lembranças...
Esperança fosse... A dança...




Me deixa enquanto é dia varrer o deserto...
Com a tua lua minguando não tem tanta luz que se espalhe por perto... Nem tem perto... Não tem deserto...
Me deixa enquanto é dia romper o concreto...

E ele tava certo... Entre o micro e o macro ele estava perto...
Mantinha seu céu secreto... E chorava sua sede por milhares e milhares de metros... Garganta... Canal da alma aberto...
Com tua lua crescente tem bem mais luz pra refletir por perto... Nem tem perto... Nem canal aberto...
Sou eu o centavo que eu mesmo empresto... Quando se divide as vezes sobra algum resto...
Proponho somar... Multiplicar... Mudar o vértice...

Me deixa enquanto for dia varrer o deserto...
Mas se sua lua for nova...
Me deixa...
Varrer...
Deserto...








Monday, February 13, 2012

Tudo que indicava a vida percebia um pequeno brilho por trás do tempo...
E quem corria desatento fornecia ao mundo sua performance espontânea de mutabilidade...
Sorria eu, covarde, quando a lua me invadia... Quem descrevia meus olhos sabia... Cedo ou tarde minha alma se rendia...
Tudo que indicava a vida parecia ter um certo brilho por trás do tempo...
E quem sentia desatento fornecia ao mundo uma composição única de universalidade...
Sinto mais saudades do sonho sem vida... que daquela vida sem sonho...




Tuesday, February 07, 2012

E a velha poeira se tornaria a mais nova poesia...
Todo o meu amor estava contido num único laço que fechava o universo... E o seu inverso...
Me renderia angústia mas a alma tropeçou no sorriso...
Olhares vão e vem e nem sempre são precisos... Enxergam fundo longe do que seja o próprio fundo...
Meu subúrbio tem amores de bem... Seguidores do Zen... Sequestradores de ninguém...
Nossa esquina vai muito além... Tem a paz de viver sem...
Nossa vida vai muito além...
Tem a arte de crescer sem... vida... arte... ninguém...
E a nova poesia se tornou a velha poeira...
Pedaços e pedaços... de um brincadeira... (viver)

Thursday, February 02, 2012

Eu não sei determinar o sentido da vida...


Nunca soube compreender a existência da arte...


Jamais escrevi uma poesia que não rasgasse minha alma...


Mas eu sei... E é das poucas coisas que Sinto que sei...


Que quando um amor amizade nasce... Não importa quão seco seja o solo...


Eu coloco a cabeça no colo e imploro com simplicidade...


Que tudo viva... Voe... E se transforme em qualquer verdade...



Wednesday, February 01, 2012

Eu nem queria deixar a poesia... 
Não queria reformar a alma do que eu não conhecia... 
Não queria atravessar sua tinta como uma inspiração momentânea... como quem sabia...
Queria ser alarme e desarmar a bomba... 

Queria ser a infância e a necessidade de tolerância... 
Queria ser a fome para vomitar esperança... Queria ser espírito, mundo e dança... 
Queria o outono quando era primavera e o amor quando chegasse a herança...
Queria tudo que a unidade nos permitisse enquanto lanças... pela boca a força das tuas lembranças...
Sem nem querer... deixavas a poesia... sem querer... reformava a alma daquilo que não conhecia... 

Atravessava a tela como uma inspiração momentânea... 
Desarmava a bomba e a esperança cuspia... 
Sem querer era amor... 
Sem querer a gente se perdia...



Wednesday, January 25, 2012


Quando se rasga o padrão em meio a poeira
Nossa alma se corta em radiações negras
E do nosso inverno nuclear
Definimos, no caos, o céu e a terra...


Como um crepúsculo ao meio dia
A delimitar estados e consciências
A definir a estética do novo mundo
Numa explosão criativa de nossas barreiras...


Cada vermelho manchado nos nossos olhos
Cada clarão dessa ruptura moderna
Nos leva a era dos homens
Onde a fome é saciada com ervas...


Somos a implosão desse niilismo embrionário
A arte do esquecido pós-guerra
Do pó de nossa cadeia genética
Produziremos, no caos, crepúsculos entre o céu e a terra...


Eu rasgo as regras...
Para um inverno nuclear...
E para o novo admirável e velho mundo novo....



Quando se planta o sonho com a fome
Quando se retrata a consciência com a sede
Quando evitamos a distorção da matéria
Quando sufocamos, com força, a respiração do corpo...

Quando inibido o desespero da nossa alma em chamas.
Quando tocamos as cordas da nossa composição:
Abrimos no colo do útero um corte manchado pela mudança do tempo.
Abrimos, em uma curva do espaço, uma trajetória limpa para um pulmão sobrecarregado de sangue... De suor... De cansaço...

Quando morta à semente de uma hipocrisia retórica
Quando aberta a cela de uma paixão inóspita
Moramos, de fundos, numa casa a beira do penhasco
E construímos confusos, quintais que pairam sobre a queda...

Abrimos com o peito a fechadura do pensamento.
Abrimos, no leito, as páginas do nosso livro.
Jogamos, nos ventos aleatórios, a nossa sorte alada
Construímos, no passo a passo, a implosão discreta de nossa caminhada...
De nossa história recente...
De nosso céu, ameno, descrente...
De nossa soma... De nossa estrada...

 

Tuesday, January 24, 2012


Minha poesia acompanha essa melancolia
Teu olhar incrédulo diante de tudo que já era tão óbvio
Tua mão desgastada tocando superficialmente uma pequena parte da realidade

Meu amor te desarma na mesma medida que nos implode
Teu amor nos implora na inversa medida que nos socorre
E nós derramamos lentamente cada lágrima
Como quem reluta em ler as ultimas três páginas do livro

Mandei reforçar as paredes da minha casa
Calculei o ângulo exato de uma mesa no canto da sala
E descobri que em cada gesto, passo ou hora marcada
A física me desmentia como se fosse eu a sua escrava

Uma entidade superior me soprou aos ouvidos
Duvido que você atravesse por baixo daquela escada
Mas como nosso amor nunca pretendeu medir o risco
Nós cruzamos sem nem saber o que se passava

Minha poesia retoma essa melancolia
E dessa vez é pra desconstruir essa parábola

Tua mão desgastada tocando superficialmente uma parte da realidade
Não pode conter todos os universos em que minha alma deságua

Meu amor te desarma na mesma medida que nos implode...


RIO DE JANEIRO - BRASIL - 2012


1 MILHÃO DE PESSOAS NO DOMINGO TOMANDO BANHO DE MAR EM ÁGUAS TOTALMENTE POLUÍDAS E IMPRÓPRIAS PARA BANHO. NINGUÉM NEM AI DE NADAR NUM ESGOTO A CÉU ABERTO...


BILHÕES DE REAIS DESTINADOS A INFRA-ESTRUTURA PARA COPA QUE ACABARÃO EM SUA MAIORIA NOS BOLSOS DE POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS ENQUANTO O POVO SE DIVERTE COM AS JOGADAS DE NEYMAR E RONALDINHO GAÚCHO (AMBOS GANHAM MAIS DE 1 MILHÃO POR MÊS). NO FINAL DA COPA A GENTE AINDA CONSEGUE CHORAR MAIS A ELIMINAÇÃO DO BRASIL DO QUE O ROUBO DO NOSSO IMPOSTO DE RENDA (NESSA HORA RONALDO E NEYMAR JÁ ESTÃO DE FÉRIAS EM PARIS)...

BOPE E CORE INVADEM A ZONA LESTE DA CIDADE PARA PACIFICAR AS REGIÕES POBRES E ACABAR COM O TRÁFICO DE DROGAS... O POVO CONTINUA POBRE, SEM ESTUDO E USANDO DROGAS... O VERDADEIRO TRAFICANTE SE MANTÉM TRANQUILO EM BRASILIA OU NA VIERA SOUTO E NOVOS INTEGRANTES MISERÁVEIS DO POVO SERÃO RECRUTADOS PARA CONTINUAR O TRABALHO DE EXPLORAÇÃO DA POBREZA NESSE PAÍS...

PROJETO QUE LEVA COMIDA E ESTUDO A TODOS OS BRASILEIROS QUE NECESSITAM DE AJUDA É VETADO NO CONGRESSO PELA PROXIMIDADE COM O ANO ELEITORAL. PREVISÃO DE NOVA VOTAÇÃO PARA 2022 COM POSSIBILIDADE DE NOVO ADIAMENTO EM FUNÇÃO DAS FÉRIAS DE 10 ANOS SEGUIDOS APROVADA POR UNANIMIDADE NO CONGRESSO E QUE VIGORA A PARTIR DE 2015 PARA TODOS OS DEPUTADOS, SENADORES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS... OS QUE QUISEREM TRABALHAR MESMO ASSIM, SERÃO REPREENDIDOS OU MULTADOS EM 50% DOS SEUS SALÁRIOS.

"EU SOU BRASILEIRO E NÃO DESISTO NUNCA" BLA BLA BLA, BALELA, EU SOU SER HUMANO E DESISTO AS VEZES... FORA O POVO E AS BELEZAS E RECURSOS DESSE PAÍS, O BRASIL NÃO EXISTE... NÃO EXISTE ENQUANTO ESTADO QUE TRABALHA PELO BEM DO SEU POVO... NÃO EXISTE ENQUANTO EMPRESA ORGANIZADA E PRESTADORA DE CONTAS... NÃO EXISTE ENQUANTO LAR EMBORA PAREÇA SER UM CAMPING... NA VERDADE O BRASIL EXISTE SIM MAS É DIVIDIDO EM DOIS: O PAÍS BRASIL ONDE VIVEM OS MISERÁVEIS E O BRASIL PUTEIRO QUE FALAVA CAZUZA ONDE MORA TODO O RESTO....

A GENTE VAI BEBENDO, VAI FUMANDO, VAI PERDENDO, VAI GANHANDO... "TAMBÉM SEM A CACHAÇA NINGUÉM SEGURA ESSE ROJÃO"

O BRASIL AGRADECE DE CORAÇÃO A ENORME CONTRIBUIÇÃO DE
NOSSOS GESTORES PÚBLICOS:
LULA, MALUF, RENAN CALHEIROS, JOSÉ SARNEY, ACM(S), FERNANDO COLLOR, SERRA, FHC, GAROTINHO E ETC...
VOCÊS REALMENTE NOS ENSINARAM AO LONGO DOS ANOS O QUE NÃO DEVEMOS SER ENQUANTO PESSOAS E GESTORES... SÓ VENDO TÃO DE PERTO O PIOR LADO HUMANO PARA PODER LUTAR PELO LADO BOM COM MUITO MAIS FORÇA E INTELIGÊNCIA...
QUE DEUS PROTEJA OS POLÍTICOS BRASILEIROS E OS MANTENHA ATRÁS DAS GRADES NO MEU FUTURO IMAGINÁRIO...




Monday, January 23, 2012


Se não existe mais o tempo dos homens a vida nos dará o tempo das estrelas...

Uma unidade nasceu do pó e ganhou as asas da alma imaginária
Decidimos que todo suor compensaria a imensa falta de água
E o intelecto se calou para permitir a compreensão do nada.

Onde a razão não pode colocar seus pés o solo permitiu o crescimento de uma estrada
E onde caíam nossas convicções surgiam as novas pétalas das mesmas fábulas.

Era uma criança que gerenciava a construção do novo mundo
E da sua pele resistente ao grandes muros se construía um universo de fadas.
Plantamos o amor porque o ego era uma lenda mal interpretada
E colhemos a harmonia porque a dor era apenas a virgula de uma triste e esquecida parábola.

Paramos, atentos aquele vento que soprava
E cantamos, numa melodia indecifrável
A canção que, sem os nossos conceitos, enfim, nos libertava.
Foi um menino recém-nascido que traduziu o que a letra nos falava
Acorde após acorde acordamos sem saber de nada.

O sol brilhava como quem sabe em que dimensão se esconde aquela escada
Que nos levaria a horas e horas de um jardim suspenso
E suspenderia, momentaneamente, nossa intenção humana e equivocada.