Wednesday, February 01, 2012

Eu nem queria deixar a poesia... 
Não queria reformar a alma do que eu não conhecia... 
Não queria atravessar sua tinta como uma inspiração momentânea... como quem sabia...
Queria ser alarme e desarmar a bomba... 

Queria ser a infância e a necessidade de tolerância... 
Queria ser a fome para vomitar esperança... Queria ser espírito, mundo e dança... 
Queria o outono quando era primavera e o amor quando chegasse a herança...
Queria tudo que a unidade nos permitisse enquanto lanças... pela boca a força das tuas lembranças...
Sem nem querer... deixavas a poesia... sem querer... reformava a alma daquilo que não conhecia... 

Atravessava a tela como uma inspiração momentânea... 
Desarmava a bomba e a esperança cuspia... 
Sem querer era amor... 
Sem querer a gente se perdia...



1 comment:

Comidinhas para bebes said...
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